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quarta-feira, outubro 07, 2009

A noite em que nos lembramos das noites (e o Primeiro Documento Oficial de Agradecimentos Públicos das Biobácas à Nação)

Não desfazendo de todas as outras, nutrimos por estas especial carinho.















(clique para aumentar - embora não seja, de todo, uma atitude inteligente)

sábado, outubro 07, 2006

Durante muitos anos as ideias estiveram escondidas dentro de nós, sendo reveladas aos poucos por acções, pensamentos e gestos, à espera...
Durante anos pensamos estar sós.
Mas depois encontramos ideias semelhantes, e, com papel e caneta, construímos as nossas armas contra o Sistema.
Se alguém pensa que pode deitar isso abaixo mascarando questões pessoais (próprias de pessoas energúmenas e com falta de amor próprio) de causas justas, que venha.
O que quer que pensem de nós, posso assumir com toda a confiança e clareza que está errado.
Ficam desde já avisados. Podemos não ter os meios nem o poder, mas temos sempre a ébria insanidade e o escárnio afiado que faz de nós quem somos.
E a cumplicidade e união só por si, sem hipocrisias, esquemas ou motivos suplementares de interesse, vale mais do que qualquer coisa que nos queiram apontar.
"Connosco quem quiser, contra nós quem puder."

domingo, setembro 24, 2006

Histórias bonitas Parte IV

Um homem levantava-se todos os dias de manhã e ia à casa de banho. Usava a sanita e puxava o autoclismo. Quando olhava para o remoínho da água, reparou numa aranha que lutava para sobreviver, agarrando-se à fina teia para não ser engolida pela força da água.
Passados alguns dias, comovido com a condição do pobre animal, resolveu tirá-la e deixou-a num canto da casa de banho.
No dia seguinte, levantou-se, foi à casa de banho e olhou para o sítio onde tinha deixado a aranha. Estava morta.

"Não nos devemos sobrepor à vida" disse alguém, porcurando encontrar uma moral para esta história.

A todas as aranhas com quem me cruzei, o meu sincero pedido de desculpas.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Histórias bonitas Parte III

A Rã e o Escorpião

O fogo crepita feroz e avassalador. Na margem do largo rio que permeia a floresta, encontram-se dois inimigos: a rã e o escorpião. Lépida e faceira, a rã prepara-se para o salto nas águas salvadoras. O escorpião, que não sabe nadar, aterroriza-se ante a morte certa, estorricado pelas chamas ou impiedosamente tragado pelas águas revoltas. Arguto e num esforço derradeiro, implora o escorpião:
— Bela rã, leva-me nas tuas costas na travessia do rio!
— Não confio em ti! Teu ferrão é inclemente e mortal — responde a rã.
— Jamais tamanha ingratidão. Ademais, se eu te picar, é morte certa para nós dois.
— É verdade — pensou candidamente o bondoso batráquio. - Então suba!
E lá se foram irmanados e felizes.
No entanto, no meio da travessia, a rã é atingida no dorso por uma impiedosa ferroada. Entremeando dor e revolta, trava o derradeiro diálogo:
— Quanta maldade! — exclama a rã, contorcendo-se. - Não vês que morreremos os dois?
— Sim, responde o escorpião, mas essa é a minha natureza!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Histórias bonitas Parte II

"Era uma dessas Baratinhas brancas e nojentas, acostumadas só à imundície e ao monturo, comendo calmamente a sua refeição composta de um pedaço de batata podre e um pedaço de tomate podre. Chegou junto dela um Rato transmissor da peste bubónica e disse-lhe:
- Comadre, ontem tive uma aventura extraordinária. Estive num lugar realmente impressionante, como você, comadre, certamente jamais encontrará em toda a sua vida. (...) O lugar era uma coisa que realmente me deixou de boca aberta (...) tão espantoso e diferente de tudo o que tenho visto na minha vida roedora. A Barata continuava a comer. - Imagine você - prosseguiu o Rato - que descobri o lugar por acaso. Ia numa das cavidades subterrâneas por onde passeio sempre, entrando aqui e ali numa casa e noutra, quando, de repente, percebo uma galeria que não conheço. Meto-me nela, um pouco amedontrado por não saber onde vai dar e, de repente, saio numa cozinha inacreditável. O chão limpo que nem espelho! Os espelhos, de um brilho de cegar! As panelas, polidas como você não pode imaginar! O fogão, que nem um brinco! As paredes, sem uma mancha! O tecto, claro e branco como se tivesse sido acabado de pintar! Os armários, tão arrumados e cuidados que estavam até perfumados! Poeira em nenhuma parte, humidade inexistente, nem um palito de fósforo no chão...
E foi aí que a Barata não se conteve. Levou a mão à boca num espasmo e protestou:
- Que mania! Que horror! Vem sempre contar essas histórias exactamente no momento em que a gente está a comer!"

Moral: Para o vírus, a penicilina é uma doença.
Submoral: A Ecologia é muito relativa.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Histórias bonitas - Parte I

Era uma vez uma Prinçusa que vivia presa no seu Castilho, e mandou uma curija com um bilhuto a um Prinçuso para a salvar. O Prinçuso assim que recebe o Bilhuto pega logo no seu cavilho e começa a cavilhar pela florista fora ao encontro da Prinçusa. Após dias a cavilhar pela florista eis que ele chega ao Castilho, desmonta então do seu cavilho e tenta abrir as purtas do Castilho, mas estas estavam fechadas, então ela manda um pontapé nas purtas e a purtas vêm abaixo, depois sobe as escudas e chega á purta do quirto onde a prinçusa estava presa, e ele dá um pontapé na purta e ela desfaz-se, o prinçuso entra no quirto da pruinçusa, eles trocam olhares entre si… e foram logo ali 3 fadas!!!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Histórias para adormecer - parte I

Era uma vez um grupo de raparigas recém-chegadas a um meio estranho com muito para descobrir. Auto-denominam-se vacas e erram pela vida tentando aproveitar e transmitir os conhecimentos que lhes foram passados por aqueles que escolheram como família, ou pelos mais variados personagens com quem se cruzam no seu caminho da noite ébria ou do penoso dia de labuta. Personagens estes que levam, por vezes, uma existência bem diferente sobre a qual muito poderá ser dito. O referido grupo acredita que através do ressabiamento saudável se pode questionar e melhorar tudo o que nos rodeia, e que, de facto, tudo se resolve bem melhor com um copo de vinho na mão.