quinta-feira, agosto 23, 2007
O Grande Circo de Normalidades - Parte III
Um dia a fome atingiu a comunidade rastejante. Eram finais de Agosto, as aulas de Fisiologia do ICBAS haviam terminado já fazia alguns tempos e os habituais ratos, ratinhos e ratazanas despojados no contentor mais próximo tinham já sido consumidos, não havendo mais nada para comer.
Enquanto passava, esfomeada, perto do Instituto dos mortos, uma barata mal-intencionada disse-lhe que no ICBAS haviam sobrado ainda alguns animais, guardados já para serem sacrificados (tudo em nome da ciência, é claro!) nas aulas do próximo ano. Um pouco relutante mas impulsionada pela fome de vários dias, Gertrudes entrou no dito Edificío. Estudantes moribundos, gente estranha de bata branca a passear de um lado para o outro, gente estranha sem bata a passear de um lado para o outro, e ratos... nem vê-los. Quando se apercebeu que tinha sido enganada era já tarde demais. À sua volta amontoava-se um bando de humanos barulhentos em pleno ataque de histeria, entre eles um que devia ser o Conan lá do sítio e que, para justificar a fama, não hesitou em pegar numa cabo de vasoura e desfazer a cabeça da grande Besta (10 cm, quando muito). Os outros aplaudiram, viraram costas e voltaram para a sua refastelada rotina. O momento emocionante do dia tinha acabado.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Cuidado com o siso!!!
Quem, por mero acaso, tenha conseguido chegar a Setembro sem cadeiras por fazer será severamente punido com:
- duas doses de antibiótico que implicam duas semanas sem o consumo de bebidas alcoólicas,
- uma pequena intervenção cirúrgica que impede a exposição ao Sol e envolve entre outras coisas perfurar osso e partir um dente aos pedacinhos,
- aprisionamento numa terreola chamada Carreço onde a população é maioritariamente constituida por cabras!!!
Espero não ser surpreendida por outra dose de antibiótico e poder juntar-me a vós nas sessões intensivas de copos dos dias que se avizinham...
Cumprimentos ressabiados
Baca Tarminha com um siso a menos...
quarta-feira, agosto 15, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
O grande circo de normalidades - Parte II
Os míudos cresceram. Jack cresceu com eles. Perdeu a piada. Continuou uma dor de cabeça, agora restrita ao período das férias. Nem por um minuto, deixou de estar disposto a sacrificar a própria vida em defesa da sua família.
Chegou um novo Verão. A avó estava demasiado velha e cansada para tomar conta dele. Os hotéis para cães eram um custo desnecessário.
Jack entrou no carro. Pela primeira vez ia de férias com a família! Estava em extâse!
O carro parou no meio da estrada. A mãe abriu a porta e puxou Jack para fora do carro. O carro arrancou. Ainda desorientado começou a correr atrás do carro. Como era possível que a sua família se tivesse esquecido dele? O carro desaparaceu... Outro carro aproximou-se demasiado. A estrela da família deixou de ser uma dor de cabeça.
domingo, agosto 12, 2007
O grande circo de normalidades - Parte I
sexta-feira, agosto 10, 2007
Da letargia
Ora como já é habitual durante estes meses, deixo o Teco hibernar em paz com o mundo e dedico-me a furtar o brilhantismo de outros. Desta feita, deixo-vos algumas das perguntas mais existencialistas já alguma vez feitas e aguardo impacientemente o vosso contributo para uma nobre causa: ajudar a Lette a esquecer que tem exames para fazer em Setembro.
1. Porque é que os filmes se chamam "Missão Impossível" se o Tom Cruise consegue sempre cumprir a missão?
2. Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam na pré-história?
3. Porque é que os filmes de batalhas espaciais têm sempre explosões barulhentas?
4. Como é que a placa "Proibido pisar relva" foi lá colocada?
5. Porque é que as lojas abertas 24h por dia têm porta?
6. Porque é que os pilotos kamikaze usavam capacete?
7. Porque é que é nos filmes americanos a personagem tem sempre lugar de estacionamento?
8. Porque é que se usa uma agulha esterilizada na injecção letal de um condenado à morte?
9. Se o Pato Donald não usa calças, porque usa uma toalha enrolada na cintura quando sai do banho?
10. Como se escreve zero em numeração romana?
11. Porque apertamos com mais força o comando da tv quando a pilha está fraca?
12. Se depois do banho estamos limpos, porque lavamos a toalha?
13. Se Deus está em todo o lado, porque é que as pessoas olham para o céu para falar com ele?
14. Se Deus fez o Homem à sua imagem e semelhança, quem se parece mais com ele: o Brad Pitt ou o José Castelo Branco?
15. Quando inventaram o primeiro relógio como sabiam que horas eram para o acertarem?
domingo, julho 29, 2007
Do Fim da época de exames
ainda que algumas de nós tenham o tempo de descanso, bebedeiras e noitadas, encurtado para uma semana, duas no maximo. no entanto ja que o trabalho foi muito e o tempo é curto desejo a todas vocês umas optimas ferias, regadas por um bom malte fermentado, sempre acompanhado pelo belo do ressabiamento que vos dá um " je ne sais quoi" de genialidade corrosiva.
os meus melhores cumprimentos
sufia
"vamos pos copos? vamos, vamos, vamos ..." XD
quarta-feira, julho 25, 2007
Do estudo e os danos psicológicos - parte III
"As moscas, da família muscidea, género musca são bonitas, porque têm muita cor."
segunda-feira, julho 23, 2007
Da época entre os exames
Até aqui, parece-me tudo muito bem.
O que de facto chateia, não é a época de exames, mas sim a época entre os ditos. Ora vejamos.
A esta altura do ano, qualquer energumeno não universitário apresenta, com todo o orgulho, o belo braço bronzeado, contrastante com a palidez evidente do restante tecido epitelial, prova irrefutável de muita tardezinha passada em Santa Catarina a ver os saldos ou na esplanada lá da esquina a ver quem passa.
A esta altura do ano, tudo que é jovem e esbelto (ou nem tanto) invade ginásios e esteticistas, acaba com o stock nacional de legumes e produtos light e pilha das lojas da moda os últimos bikinis entre o 32 e o 38 que não fazem lembrar a Carmén Miranda.
A esta altura do ano, a maior preocupação da juventude portuguesa é decidir a que festival de verão ir, como dizer ao respectivo que já não se quer nada com ele porque se conheceu alguém muito culto e interessante na festa da Nova Era ou descobrir como acaba o Harry Potter.
Enquanto isto, os estudantes estão fechados no moquifo mais próximo, atolados de fotocópias, cafés, cigarros e comida plástica, escondendo o nervoso dos exames que se aproximam e tremendo ao pensar naqueles que já fizeram.
Boa vida, boa vida...
sexta-feira, julho 20, 2007
Da época de exames - parte VII
"Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma."
Porque esta é uma época que exige muito de nós, que quase nos esgota o saber, fica aqui um pequeno conselho para todos aqueles (nós) que estamos mortinhos para ir de férias... já faltou mais do que falta! ;)
"Se te dá gozo viver
E ainda és novo
Não te esgotes para nada
Guarda um pouco do teu melhor
E leva-o contigo até ao fim da estrada." Jorge Palma
quarta-feira, julho 18, 2007
Da época de exames - parte VI
Gostava ainda de vos falar da clareza e objectividade demonstrada nos exames realizados, bem como o controle a que os estudantes foram sujeitos, de forma a que a avaliação fosse inequívoca. Em termos de correcção de exames o docente é da maior justiça e igualdade entre alunos (o que também foi demonstrado noutras alturas).
Queria ainda deixar aqui uma pequena palavra de apreço à assistente da cadeira pois, embora tenha prejudicado os alunos (e também própria faculdade) pela sua
má conduta
rudez
falta de coerência
insanidade mental
atrasos
não disponibilização de material
idade avançada
.
.
.
(teria de ocupar todo o espaço do blog para referir todas as críticas que alguém um dia fez à "professora velhinha")
Fim da "ode" a nutrição
P.S. Só para acrescentar uma pequena palavra de apreço ao chapéu de pescador, ao casaco para todos os tipos de temperatura e, obviamente, ao megafone.
Do estudo e os danos psicológicos - parte II
Tudo o que é virgem morre depressa.
terça-feira, julho 17, 2007
Sobre os que mandam no mundo
Associações, comissões, federações... tudo excelentes meios de conquista e demonstrações gratuitas de poder.
Qualquer cargo que nos permita dar uma ordem a alguém, mostrar a nossa bem ou mal conquistada superioridade ou influenciar a vida de quem quer que seja é uma mais valia que todos pertendem alcançar. E de uma forma ou outra, todos o conseguem.
A questão é que há sempre alguém que manda mais do que todos outros.
Por isso se criam sindicatos, assembleias, conselhos. Para que a maioria tenha uma palavra a dizer. E é este, segundo reza a história, o sistema mais justo e equalitário.
Quando isto não se verifica, temos um desiquilíbrio: o sistema entra em decadência. Destitui-se a democracia, a maioria perde a personalidade jurídica, a vontade de alguns prevalece sobre a vontade de todos os outros.
Aqui há apenas dois caminhos: a revolução ou o conformismo protestatário.
Escolham!
Da época de exames - parte V
Num dos frigoríficos do laboratório de Química Biológica está colado um dos cartazes da famosa campanha "Burros há muitos... mas estes estão em extinção", com a foto de dois belos exemplares desta raça que olham simpaticamente para quem passa.
Esta cadeira tem actualmente mais de 450 alunos inscritos (entre os quais eu me incluo).
Pura coincidência ou ironia cruel?
segunda-feira, julho 16, 2007
Da época de exames - parte IV
deixo aqui o aviso para quem ainda nao sabe.
aproveito tambem para dizer aos nossos queridos catedraticos especialmente àquele que elaborou o magnifico calendario de exames desta epoca:
o que nos faz fumar 20 cigarros por dia e mais 20 cigarros à noite sao os benditos exames que nos obrigam a estudar, stressar, chorar e jogar cospe (menos mal)
assim sendo eu reformulo o aviso que consta nos maços de tabaco da seguinte maneira:
"Exames provocam o cancro pulmonar mortal..."
e do outro lado:
"...bem como demencia e esquizofrenia."
temos que louvar o duduzinhu, bem haja a pedagogia e o seu conselho...
os melhores cumprimentos de uma baca quase em curto circuito
sofia
sexta-feira, julho 13, 2007
Da época de exames III
Seguidamente, após três anos de estudo (que é como quem diz três anos a coçar aquelas partes), o mesmo indivíduo depara-se com os exames nacionais, nomeadamente das disciplinas específicas requeridas para entrar no curso desejado. Caso seja bem sucedido, o indivíduo entra no tal curso. Suponhamos que esse curso é, aleatoriamente, medicina veterinária. Após entrar, o indivíduo depara-se com uma série de cadeiras absolutamente inúteis, como por exemplo métodos quantitativos e química biológica, entre outras. Porém, apesar de inúteis, essas cadeiras continuam a situar-se no âmbito da área escolhida (vá, digamos que mais ou menos). Após pontapear estas "pedras no caminho", no decorrer da vida académica o indivíduo depara-se com uma nova atrocidade (não, não estou a falar de nutrição...), atrocidade essa que toma pelo nome de "Economia". A cadeira seria então para explicitar ao aluno os valores a ter em conta para a criação e manutenção de uma clínica veterinária, o que até teria lógica. O aluno, acreditando no que lhe é dito, até leva aquilo "mais ou menos na desportiva", até à altura em que decide olhar para a matéria leccionada nas aulas e se apercebe que mais de metade destas se refere à sua querida amiga política agrícola comum, mais conhecida como PAC (também abordada anteriormente noutra cadeira igualmente interessante, de seu nome "ecologia/agricultura geral"). O problema é que desta vez o aluno tem de saber a história completa da PAC, o que inclui tratados, reformas, etc etc etc, ocupando espaço útil de memória com algo absurdo e perdendo tempo importante de estudo para cadeiras realmente importantes (isto tendo em conta o maravilhoso calendário de exames com que todas nós fomos presenteadas).
Passando para a primeira pessoa... Eu escolhi a área de ciências porque:
1) A minha aptidão para desenho e geometria é exactamente igual a zero;
2) Não gosto de história (pelo menos não desta forma);
3) A economia interessa-me muito pouco.
Conclusão: A quantidade de cadeiras que existem simplesmente para "encher chouriços" no nosso belo instituto toma proporções desmedidas e faz de nós umas autênticas marionetas nas mãos do excelentíssimo senhor doutor professor grande chefe (aquele nosso amigo).
Um cumprimento e um muitíssimo obrigada a ele.
quarta-feira, julho 11, 2007
Do estudo e os danos psicológicos
- Ó mIgA... sIgA?
terça-feira, julho 10, 2007
Da época de exames II
Ontem ri-me às gargalhadas e chorei ao mesmo tempo numa indecisão sobre aquilo que realmente sentia...Hoje ainda não consigo entender...
Talvez seja só cansaço...Talvez finalmente esteja a constatar um facto...O facto de que não pertenço aqui...E isso entristece-me...Por uma só razão - VOCÊS....
Obrigada por tudo....
segunda-feira, julho 02, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
Sobre a má sorte ou o azar....
1. pai a caminho do terceiro divorcio
2. esposa do pai a culpar a filha dele pelo fracasso do matrimónio
3. desitencia da conclusao da 2ª frequencia de imunologia básica
4. constatação de consumir drogas duras sem o saber, e posterior divulgação do mito pela familia inteira, por terceiros
5. saber que o progenitor teve um principio de enfarte do miocardio passado uma semana
6. termino de uma relação, devido à indiferença do sujeito perante a baca em questao
7. supresa bombastica quando o mesmo sujeito é visto na rua de sta catarina a beijar outra.
assim sendo como o azar foi completamente consumido num curto intervalo de tempo, nem existe possibilidade de transporte activo de má sorte para a minha vida... culminando num tetano perfeito ( bem haja o excesso de Calcio)... e graças aos acontecimentos narrados tive o maior piço da semana.......10,0 na 2ª frequencia de Histologia!!!!!
"nota minima, nota minima é penalte" eheheh
atenciosamente
uma baca extremamente ressabiada, ensonada mas sempre com muita classe
sofia
domingo, junho 24, 2007
Das datas festivas
12 meses a corroer a blogosfera.
52 semanas de improdutividade.
365 dias a desvendar quimeras.
8760 horas de histórias mirabolantes.
525600 minutos a chocar mentalidades.
31536000 segundos de escárnio afiado.
3153600000 centésimos de segundo de ressabiamento puro.
É duro. Mas alguém tem de o fazer...
sábado, junho 23, 2007
D'um homem dos nossos tempos - Parte II
quinta-feira, junho 21, 2007
Das boas músicas...
I watched you change
Into a fly
I looked away
You were on fire.
And I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I've watched you change
I took you home
Set you on the glass
I pulled off your wings
Then I laughed
And I watched a change in you
It's like you never had wings
Now you feel so alive
I watched you change
It's like you never had wings
I look at the cross
And I look away
Give you the gun
Blow me away
And I watched a change in you
It's like you never had wings
now you feel so alive
I've watched you change
Now you feel alive
You feel alive
You feel alive
I've watched you change
It's like you never had wings
You change. You change. You change.
Deftones
quarta-feira, junho 20, 2007
Eu nasci lá para os lados do rio
Passava os dias a jogar à bola
Mas eu não era excepção
E antes que desse por isso
Já estava na escola
O programa elementar
Entre o Euclides e o Arquimedes
Mas sempre que a informação
Dá uma volta no espaço
Eu quero sintonizar
A escola ainda não acabou
Há sempre tanta matéria a estudar
Que eu chego mesmo a ter medo
De em qualquer momento
Já não ter lugar
Já não ter lugar
Para mais conhecimento
Já consigo filosofar
Sei uma ou duas palavras em grego
Enquanto o tempo deixar
E a escola não se afundar
Vou alterando o meu ego
Vou deixando as moscas pairar
Vou vendo se o Godot já chegou
E quando me dá na tola
Dou um chuto na bola
Só para me aliviar
A escola ainda não acabou
Há sempre tanta matéria a estudar
Que eu chego mesmo a ter medo
De a qualquer momento
Já não ter lugar
Já não ter lugar
Para mais conhecimento
A escola ainda não acabou
Há sempre tanta matéria a estudar
Que eu chego mesmo a ter medo
De a qualquer momento
Já não ter lugar
Já não ter lugar
Para mais conhecimento
Mais conhecimento
Jorge Palma
A todos os que agora vão começar com a tortura fofinha dakelas coisas fofinhas que são os exames....FORÇA NISSO!
terça-feira, junho 19, 2007
Quando as sanitas entopem...
Das ébrias conversas a desoras - Parte III
"Onde moras?"
"Não sei..."
segunda-feira, junho 18, 2007
Aos Estudantes
Porque para além de jogar umas cartas no átrio temos um trabalho para fazer.
Porque para além de gajas muito ressabiadas somos estudantes.
Porque se não fossemos estudantes não nos tinhamos encontrado nesta aldeia chamada ICBAS.
Porque sem esta aldeia não nos tinhamos unido em busca de um ideal.
Porque sem esta aldeia não tinhamos crescido.
Porque sem esta aldeia não eramos tão ressabiadas.
Porque sem o ressabiamento não existiam biobacas.
Porque sem biobacas não existia este blog.
Porque sem este blog não estaria a escrever coisas sem sentido mas sim a estudar.
Porque estudar é o que faz um estudante em época de exames.
Porque a época de exames me faz ficar extremamente ressabiada.
Porque a época de exames não é fofinha.
Um cumprimento solidário a todos os que, enquanto escrevi este comentário sem qualquer interesse ou sentido, estavam a estudar...
domingo, junho 17, 2007
Das Raízes - Parte IV - Às Mulheres
Comecemos pelas mulheres normais que sozinhas lutam todos os dias:
pelos seus direitos,
que todos os dias se tentam libertar,
que todos os dias cuidam da família,
que todos os dias ouvem as reclamações do marido por causa do jantar ou por outra caga qualquer.
A todas elas um bem haja... pela paciência, persistência e audácia.
Às mulheres que dedicaram parte da sua vida à emacipação feminina e igualdade de direitos aqui fica um obrigado:
Pelo direito à educação;
Pelo direito ao voto;
Pela protecção das mulheres vitimas de maus tratos;
Pela luta contra a mutilação genital feminina;
Por terem arrancado o rótulo de fragilidade, histerismo e inutilidade que durante séculos nos foi atribuido.
Dedicado a todas as ressabiadas que um dia de saia e saltos altos se impuseram por aquilo que acreditaram (provavelmente a variante de vestuario que se adequa melhor é :... de calças e sapatilhas. mas isso é so um pequeno promenor).
Os melhores cumprimentos de uma biobaca ligeiramente ressabiada
quinta-feira, junho 14, 2007
Das Raízes - Parte III - Os Imaculados Ressabiados
1. Nietzsche não aunciou a morte de Deus. Apenas constatou que este havia morrido.
2. Não encontrou o Anticristo (esse do Livro da Revelação). O Anticristo era ele, a ciência, a filologia, a medicina. O Anticristo de Nietzsche é não mais do que um anti-cristão, algo que se opõe ao Cristianismo.
3. Igualdade, humanitarismo e democracia são, quer queiramos quer não, anti-natura. Não é preciso ter a clarivência de S. João para se prever o futuro da humanidade. Com ou sem julgamento final, estamos condenados à auto-destruição. Como dizia Ortega y Gasset "quem, em nome da liberdade, renuncia a ser aquilo que devia ser, já se matou em vida: é um suicida em pé. A sua existência consistirá numa perpétua fuga da única realidade que era possível".
Mas já que se fala em ressabiados, não podia deixar de trazer para o debate, aqueles que, em minha opinião, merecem o pódio, não pelo brilhantismo das suas intervenções e acções, nem tão pouco pelos problemas de saúde que os afectaram, mas pelo resultado catastrófico das suas palavras, resultado esse que ainda hoje se faz sentir na cultura mundial.
Falo como não podia deixar de ser, dos Santos Apóstolos.
Apreciem...
“E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia do juízo para Sodoma e Gomorra, do que para os daquela cidade” (Marcos, 6:11).
“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar” (Marcos, 9:42).
“E, se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos, 9:47-48).
“Dizia-lhes também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder” (Marcos 9:1).
"Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me" (Marcos, 8:34).
“Não julgueis, para que não sejais julgados ...com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:1-2).
“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mateus 5:46-47).
“Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:15).
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém violar o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (I Paulo aos coríntios, 3:16-17).
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?”. “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?”... (I Paulo aos coríntios, 6:2).
“Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação... Não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que nada são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele” (I Paulo aos coríntios, 1:20).
Eis aqui os ensinamentos dos que vieram depois do Messias, esse que se sacrificou na cruz pela remissão dos pecados da humanidade, esse que pregou o amor ao próximo, a paz entre os povos, o perdão divino.
Não serão estes os verdadeiros anti-cristo? Os assumidos anti-homem? Os maiores ressabiados da História?
quarta-feira, junho 13, 2007
Das raízes - Parte II - Nietzsche,O verdadeiro ressabiado
Nietzsche nasceu em 1844 em Rocken, uma pequena aldeia perto de Leipzig. Afirmava-se descendente de antigos nobres polacos. O seu pai, Karl Ludwig era pastor luterano. Em consequência do falecimento de seu pai, quando contava apenas 5 anos, a sua mãe foi obrigada a mudar-se para Naumburg. Aí Nietzsche passa a viver num ambiente familiar onde só existem mulheres: a sua mãe, a irmã, a avó e três tias.
Em Outubro de 1864 entra para a Universidade de Bona onde inicia os estudos superiores em filologia e teologia.Era intenção da sua mãe que seguisse a tradição familiar tornado-se padre, como haviam sido a maioria dos seus antepassados. As intenções de Nietzsche eram contudo outras. Não tarda em abandonar os estudos teológicos, concentrando-se na filologia.
No ano seguinte ingressa na Universidade de Liepzig, seguindo o seu professor de filologia Ritschl. Aqui entra em contacto com a filosofia de Schopenhaeur (1865) que o irá influenciar profundamente.
Em 1866, alista-se no exercito na guerra entre a Prussia e a Austria. Durante a instrução caí de um cavalo, ficando hospitalizado 5 meses.Apenas em 1868 retoma do seus estudos na Universidade de Leipzig. É neste ano que estabelece amizade com o compositor Richard Wagner (1813-1883).Nietzsche fica encantado com a sua música e as suas óperas, principalmente com "Tristão e Isolda" e "Os Mestres Cantores".
Em 1869, devido à influencia de Ritschl é nomeado professor ordinário de Filologia Clássica em Basileia. No ano seguinte, a Alemanha entra de novo em guerra, agora contra a França. Nietzsche alista-se no exército agora como enfermeiro, mas pouco depois adoece, contraindo difteria e desinteria.Esta doença provocam-lhe dores de estomago, e aumentam-lhe as dores de cabeça.
A sua carreira de professor de filologia foi marcada por um relativo fracasso, por duas razões: O que Nietzsche gostava era de filosofia e não de filologia, o que gerou frequentes incompreensões na comunidade de filólogos. A sua saúde não parava de piorar, tendo cada vez mais dificuldades em dar aulas, dado que a sua voz se tornara imperceptível aos alunos.
Desde a adolescencia que sofria de várias doenças, como miopia precoce, reumatismos, mas sobretudo de terríveis dores de cabeça cujas causas ainda são objecto de polémica. O acidente de 1866 e a doença contraída em 1870 agravaram a sua já débil saúde. A tudo isto se juntou uma outra terrível doença: uma paralesia progressiva, resultante de uma infecção siflítica que contraiu entre as prostitutas que frequentava.Teria sido esta a doença que levou às manifestações de paranóia e depois à loucura e morte (Nicola Abbagnano).
Devido à doença que sofria (paralesia progressiva) e a outras maleitas viu-se obrigado a abandonar o ensino (1879).
Graças a uma pensão que lhe foi dada pela cidade de Basileia, viu assegurada a sua subsistência, passando a dedicar-se inteiramente à reflexão e escrita filosófica. Vive então na Suíça, França, Itália e na Alemanha.
Os seus últimos dez anos de vida foram particularmente dramáticos. No começo de 1889 é-lhe diagnosticada a citada paralesia progressiva, perdendo a sanidade mental neste mesmo ano. Faleceu a 25 de Agosto de 1900. "
terça-feira, junho 12, 2007
Das raízes - Parte I - O Primeiro ressabiado
(NOTA: este post não deve ser visto à Luz da polémica religiosa -peguei na história contada pela Igreja Católica porque é a mais comum e conhecida; também não o encarem como uma adoração satânica ou qualquer outra coisa no género- limito-me a narrar e comentar factos independentemente das significâncias religiosas da coisa; essas interessam pouco para o caso)
"Lúcifer, o Anjo Caído"
"Segundo a Bíblia, Deus não criou Lúcifer como um anjo mau. Pelo contrário, ele era uma criatura perfeita, inteligente, que tinha luz própria. Lúcifer era um dos príncipes do céu, o mais honrado dos anjos, e trabalhava como assistente direto de Deus. Entretanto, chegou um dia em que Lúcifer começou ter umas idéias sinistras...
Perfeito como era, Lúcifer orgulhou-se de seus atributos e começou a achar que suas idéias eram melhores que as de Deus! Depois de questionar a Lei divina, o anjo se encheu de inveja e recusou-se a glorificar o seu Criador, seduzindo um terço de seus companheiros com suas palavras enganadoras... Lúcifer queria ser Deus, e acreditou que ele próprio deveria governar o Universo. Uma batalha era inevitável.
Miguel e os anjos leais ao Senhor lutaram e derrotaram as hordas de Lúcifer, que recusou o perdão divino. Seus seguidores foram então expulsos do céu, sendo atirados para a terra. Lúcifer, identificado como o mentiroso, passou a ser conhecido como Satanás, o diabo, o grande dragão, o belzebu, a velha serpente, o anjo caído... E desde então vem causando toda a espécie de maldade contra os seres humanos, principalmente contra aqueles que não resistem às suas cruéis tentações... "
in Um Site Brasileiro
Das raízes - prelúdio
Assim, remeto-vos para o título desde antro: "Ressabiamento... mas com classe". E porque não descobrir os ressabiados famosos, esses que tiveram aquele toque a mais de pinta, de lábia, de desemerdanço, e defenderam causas nobres (ou não) em nome dos mais valorosos ideais? Os verdadeiros desencadeadores da revolta, os criadores do armanço de cão, os insatisfeitos e os suspeitos do costume?
Ahem...
Aceitam-se colaborações.
D'um homem dos nossos tempos - Parte I
sexta-feira, junho 08, 2007
A Nossa Missão
É perigoso transpor o abismo - é perigoso ir por este caminho - é perigoso olhar para trás - é perigoso ter uma tontura e parar de repente!
A grandeza do Homem está em ele ser uma ponte e nao uma meta; o que se pode amar no Homem é ele ser a transição e perdição(...).»
Dos princípios bovinos - parte I
"Toda a Biobáca tem tendência para amar demais."
in "Os Nossos Decretos"
Toda a Biobáca tem uma afinidade natural por causas perdidas, batalhas em vão, ebriedade sem motivo, perguntas sem resposta e conversas peculiares.
quinta-feira, junho 07, 2007
Medo do fracasso
Não ter medo do fracasso simplesmente apostando em nao tentar e deixar fluir o que a sorte me trará.
Será que fracasso ao ponderar estas hipoteses? será sinal de fraqueza desistir dos objectivos e seguir os caminhos marginais da despreocupação?"
Aqui fica a questão...
quarta-feira, junho 06, 2007
"Cântico Negro"
" “Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí! "
José Régio
terça-feira, junho 05, 2007
diz que é uma especie de bad tripe alcoolica em que volta e meia...
...se vai ligar ao boi da nossa vida a dizer : Gosto muito de ti, quero ficar contigo. enquanto se segura a parede da cremosi e se lava o passeio com lagrimas contendo um teor alcoolico consideravelmente alto.
...vão - se derramar lagrimas... dar abraços colectivos, dar chapadas a brasileiros, ganhar isqueiros de brasileiros...
...vai-se encontrar o caminho para casa... vao-se comer bolachinhas com doce de morango,
...vai-se encontrar o caminho para o carro,
...o carro vai-nos ensinar o caminho.
...nao se vai encontrar o botao para desligar o carrossel.
para depois chegar à conclusao, que é no estado de espirito mais idiota (potenciado em grande medida pelo alcool) que se é sincero e emotivo ao expressar os seus sentimentos verdadeiros.
desde ja quero aqui apresentar o meu sincero pedido de desculpas pelo meu comportamento na ultima noite, pensei que fosse correr melhor (bem foi quaaaase...).
aproveito aqui para anunciar (agora gozando plenamente das minhas faculdades cognitivas), que estou eternamente grata ao destino por vos ter colocado no meu caminho, e tambem a voces por estarem aqui, acolá, ali, alem, ca, sempre prontas para me fazerem sorrir...
Os RESPEITOSOS cumprimentos de uma baca "foleiro-sentimental que fala mais com o coraçao do que com a razao que ainda lhe resta".
Sobre a mudança...
Por isso, e tendo em conta que estive há pouco tempo a ler e reler os posts e comentários deste blog aqui vai um esclarecimento de algo que ja foi talvez demasiado usado:
Preconceito social - é uma atitude ou ideia formada antecipadamente e sem qualquer fundamento razoável; é um juízo desfavorável em relação a vários objectos sociais que podem ser pessoas, culturas, grupos (praxísticos por exemplo); também existe quando julgamos as pessoas por atitudes e logo assumimos que a mesma só a teve por ser de certo e determinado grupo.
Tenho dito (ou escrito) numa noite em que a cegueira misturada com gripe não funciona muito bem....
Desculpem a falta de nível para um primeiro post.
Das noites
Descendentes por linha travessa do famigerado Loza Ressabiado
Biobácas dedicaram-se desde tenra idade ao questinamento do boato caseiro
Cuja eloquência sempre as deixou escandalizadas
Para as Biobácas nada se assemelha à magia do Moscatel
A não ser talvez o gorgolejar apaixonado das mais profundas garrafas de Porto
E só quando as verdades absolutas dos Biomitos explodirem numa gargalhada
Será realmente verdadeira a lei que rege Biomédicas
Há quem veja nas Biobácas apenas mais um grupo de putas ressabiadas
Muito embora elas tenham a esse respeito uma opinião bem particular
É que enquanto raparigas tem uma certa tendência natural para ser inferiorizadas
Biobácas nunca encontraram razões para se calar
Porque nunca foi a ambição, nem a vingança, que as levou a desprezar a lei
Embora lhes tenha passado pela cabeça tentar alterar o que vai mal por cá
Como biobácas desarranjam a rotina para lá dos limites legais
Foragidas por amor ao que é ébrio e por vocação
Biobácas gostam do guarda roupa negro e dos mitos de Bioputedo
Gostam do calor da aguardente e de seguir remando contra a maré
Gosta da forma como os supostos respeitáveis se engasgam quando falam delas
E da forma como os ignorantes murmuram: são umas putas
Gostam de boatos e vítimas sobretudo daquelas que o ICBAS mais maltratou
Gostam de brincar com quem manda e nem o próprio exílio as apavora
Não estando dispostas a esperar que Biomédicas venha alguma vez a ser melhor
Biobácas escolheram o seu lugar do lado de fora
Sempre do lado de dentro de quem nos apoia e do lado de fora de quem contra nós atenta.
Até sempre, uma ébria báca um pouco menos ressabiada.
Sobre os Broches
Há quem pense que a culpa é da ingenuidade. Discordo abertamenta: a inguenuiedade é só por si uma das mais belas formas de expressão social; a ingenuidade é a mais bela forma de expressão, é a mais bela forma de racciocínio, é a mais bela forma de compreensão.
Por tudo isto e muito mais, tenho aqui a reclamar, com todos os direitos que a condição de chefe me permite (e repare-se que pela primeira vez uso este direito) contra todos os que difamam este nobre direito.
Venho por este meio protestar contra todas as difamações contra mim rebeladas, e que agora afectam os por mim protegidos.
Lavem a boca quando falam das BioBácas, das protegidas das BioBácas e das que as BioBácas apoiam. Chega de infâmias, de boatos, de mal-entendidos.
Somos de Biomédicas como qualquer um de vocês. Amamos esta casa como todos vocês.
Não somos mais nem menos, somos iguais. Respeitem-nos por nós vos respeitamos, amem-nos como vós vos amamos.
Para quem se pergunta o que os broches têm a ver com tudo isto, abram a merda dos olhos e lavem os ouvidos... Fechem a boca quando não têm nada de jeito para dizer sobre alguém. Fechem a boca!
Até sempre, duma BioBáca profundamente ressabiada.
quinta-feira, maio 31, 2007
Da ebriedade e o Ensino Universitário
Vejamos... 3 Flowers por ano. Mais a festa de Carnaval e o Arraial do Azeiteiro.
Cerca de 15 aniversários por ano.
A semana de recepção (mais 2 dias de preparação) e a queima.
Pelo menos 3 festas académicas (género Baconal, Bioparty, e essas cagas nas discotecas).
Cerca de 20 sessões de Praxe à quinta-feira.
A semana da FAP (serenata, noite negra, rally, comboio).
Nas 52 semanas do ano, pelo menos 15 sábados de ramada (do regresso a casa ou apenas para celebrar o fim de semana) e outras tantas segundas-feiras na ribeira (ou noutro sítio qualquer), e jantares sem motivo especial. Vá, ponho 10 para a conta ser feita por baixo.
Duas por ano para o fim das épocas de exames.
A passagem de ano.
A noite de carnaval propriamente dita.
Mais 3 pelos concertos/festivais e assim.
O S. João/Sto. António/S. Pedro ou outro Santo dependendo da residência de cada um.
Os jantares com os amigos na altura do Natal. Pelo menos 2, suponho.
Dá o belo número de 95 ramadas.
Aproximadamente 25% do ano.
Uma pessoa com este padrão (que, se analisarmos bem, não foge à realidade), que frequente um curso de 4 anos, passa, durante o curso, o equivalente a estar um desses anos bêbado e outro de ressaca.
Auch.
domingo, maio 27, 2007
Sobre a palavra
Não tenciono aqui falar da importância das palavras como forma de pensamento.
Deixo a filosofia para quem sabe e a prepotência para quem pode.
Mas não posso deixar passar em branco algo tão grave, como o actual cenário da chamada "blogosfera".
Nos seus primórdios, a criação de um blog era tida como algo solene e apenas os experts da área da comunicação se subjugavam a tal atrevimento. Postar num blog era equivalente a escrever uma crónica num jornal ou revista, sendo que a responsabilidade da exposição pública era sempre tida em conta, cortando-se nos excessos e na parvoeira.
Com a banalização do conceito de blog (e agora contra mim falo) surgiram blogs com um carisma muito mais pessoal e libertino, que em muito pouco diferem dum Hi5, tornando-se a "blogosfera" num expositor de vidas privadas a par de um reservatório de "diarreias mentais".
Quanto a este ponto não tenho muito a protestar. Já dizia o grande senhor Voltaire "não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até à morte o vosso direito a dizê-lo".
O que de facto me confunde e entristece, é ver a bela língua de Camões diaria e permanentemente violada.
Teoricamente, usamos a linguagem como uma verbalização do pensamento. E o pensamento não é mais que uma projecção da linguagem. Ora, falamos português, pensamos português. É isso, e apenas isso, que nos faz portugueses.
Tal como um inglês não compreende o significado de saudade, não temos nós a obrigação de compreender k's e w's e outras atrocidades que uma nova geração decidiu introduzir na nossa escrita, construíndo uma elaborada salsada, que algum iluminado incluíu nos tão polémicos "níveis de escrita".
Tanto quanto sei, só é preciso premir uma tecla para escrever cada letra, o blog não cobra ao caracter, nem premeia a rapidez de escrita. Como tal, faço um apelo: despredicem mais 10 minutos por post e deixem-se de abreviaturas imperceptíveis, de palavras kapadas e wioladas e de anglo-calinadas. Reaprendam a escrever.
Quando à pontuação, deixo ao critério de cada um. Afinal, o Saramago sempre ganhou um nobel...
quinta-feira, maio 24, 2007
Da mudança
Manifestações de concordância, euforia, escárnio, indignação e náusea bem-vindas.
quarta-feira, maio 23, 2007
coerência
Ser coerente é usar sempre a gravata a combinar com as meias. É ser obrigado a ter amanhã as mesmas opiniões que tem hoje. E o movimento do mundo - onde fica?
Desde que não prejudique ninguém, mude de opinião de vez em quando e caia em contradição sem se evergonhar disso.
Você tem esse direito. Não importa o que os outros pensam - porque eles vão pensar de qualquer maneira.
Por isso relaxe. Deixe o Universo movimentar-se à sua volta, descubra a alegria de ser uma surpresa para sim mesmo. (...)" Paulo Coelho
bem se até os santos dizem... quem sou eu para contrariar... vamos ser incoerentes wowow.
peço desculpa de ofendi o gosto literario de alguem, mas o Paulinho quando quer até escreve coisas bunitas...
CYA
segunda-feira, maio 21, 2007
BA (biobacas anonimas)
nesse dia, foi apresentada ao grupo mais uma jovem errante na vida academica.
sofia: boa tarde, eu sou a sofia e quero ser uma biobaca.
biobacas: boa tarde sofia! porque keres tu ser uma biobaca?
sofia: quero ser biobaca, porque independentemente da conotaçao negativa e duvidosa que vos é atribuida, voces representam uma forma de estar na vida em que os principios fundamentais sao a lealdade, amizade e uniao. qualidades que se observam pouco nos restantes individuos que se passeam pelo atrio da vida."
isto seria supostamente o que eu deveria ter dito, no dia em que me voces me receberam no seio ( ou teta) da coisa... mas fica aki registado que penso ter aprendido algo com sentido.
nao podia deixar comentar os ultimos acontecimentos/rumores que percorrem os corredores do icbas sobre as biobacas... faz me lembrar um post que a lila fez " sobre a importancia"... no entanto eu penso que :
" quem nos fala no CÚ, respeita-nos a cara." porque até hoje ninguem teve a coragem / iniciativa de nos dizer o que realmente pensava sobre esta organizaçao academico-praxistica, nem sobre as jovens que a forma...
importancia... pelo menos nao cairemos no esquecimento e certamente iremos ter um busto de cada uma de nós junto ao do Professor Corino de Andrade...
sim este post nao faz sentido nenhum mas a felicidade entorpece a razao (pois, eu segui o conselho da amelie e embriaguei-me...) e o sarcasmo... XD
assim me despeço... por enquanto
sofia
Proposta para Novo Símbolo
sábado, maio 19, 2007
"São horas de te embriagares!"
sexta-feira, maio 18, 2007
Do Bioputedo
Putedo- s.c.; referente a puta
Puta- s.f., vulg., prostituta; rameira; meretriz.
Prostituta- s.f., vulg., mulher que pratica a prostituição
Prostituição- do Lat. prostitutione; s.f., acto ou efeito de prostituir; libertinagem; fig. vida desregrada.
Desregrada- sing. part. passado do verbo desregrar
Desregrar- v. tr., afastar da regra; tornar descomedido; proceder irregularmente;
Descomedido- adj., enorme; demasiado; excessivo
Presumo então que tudo se deva ao excesso de união, amizade, companheirismo, e lealdade que há entre nós.
Ou então, um excesso de idiotice, tacanhez, falta de peso, ressabiamento, falsa moralidade, impotência, inutilidade, beatice e falta, no mínimo, de presença de espírito de quem o apregoa de cima do seu pedestal.
Com a etimologia, nunca se sabe.
quarta-feira, maio 16, 2007
Canções Bunitas Parte I
Garçon
Aqui nessa mesa de bar
Você já cansou de escutar
Centenas de casos de amor
Garçon
No bar todo o mundo é igual
Meu caso é mais um é banal
Mas preste atenção por favor
Saiba que o meu grande amor hoje vai-se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços o meu coração
E para matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou-me embriagar
Se eu pegar no sono me deite no chão
Garçon
Eu sei que eu tou enchendo o saco
Mas todo o bêbado fica chato,
Valente e tem toda a razão
Garçon
Mas eu só quero chorar
Eu vou minha conta pagar
Por isso eu lhe peço atenção
Saiba que o meu grande amor hoje vai-se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços o meu coração
E para matar a tristeza
Só mesa de bar
Quero tomar todas
Vou-me embriagar
Se eu pegar no sono me deite no chão
Lembras o que nunca foi,
E a perda daquela história
Mais que uma perda me dói.
Meus contos de fadas meus -
Rasgaram-lhe a última folha...
Meus cansaços são ateus
Dos deuses da minha escolha...
Mas tu, memória, condizes
Com o que nunca existiu...
Torna-me aos dias felizes
E deixa chorar quem riu.
Fernando Pessoa
terça-feira, maio 15, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
Sobre a Queima
i) A Queima é um bar de alterne.
ii) Os bares da Queima são geridos pelo Tio Patinhas.
iii) Os transportes para a Queima são uma tentativa de exterminar os estudantes.
iv) Os mitras também gostam de serenatas.
v) A Vaca Verde queimou-se.
vi) Bebedeiras galopantes conduzem a violência.
vii) Parar é adormecer.
viii) Beber sem parar é morrer.
Da época de exames
"Oh God, make me good... before June 27th"
sábado, maio 05, 2007
Sobre a Próxima Semana
Para terminar: a sida é má, ninguém pára o inem, as Cátias e os Bítores são daqui, a Queima é fofinha e é isso que se quer.
Uma boa Queima para todos...lá nos encontraremos!
sexta-feira, maio 04, 2007
Da vida.
Das boas músicas
Fim (dias que passam) - Toranja
Neste infinito fim que nos alcançou
Guardo uma lágrima vinda do fundo
Guardo um sorriso virado para o mundo
Guardo um sonho que nunca chegou
Na minha casa de paredes caídas
Penduro espelhos cor de prata
Guardo reflexos do canto que mata
Guardo uma arca de rimas perdidas
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que conheci...
No mundo onde tudo parece estar certo
Guardo os defeitos que me atam ao chão
Guardo muralhas feitas de cartão
Guardo um olhar que parecia tão perto
Para o país do esquecer o nunca nascido
Levo a espada e a armadura de ferro
Levo o escudo e o cavalo negro
Levo-te a ti... levo-te a ti... levo-te a ti
para sempre comigo...
Na praia deserta dos dias que passam
Falo ao mar de coisas que vi
Falo ao mar do que nunca perdi.
sábado, abril 14, 2007
Sobre a Amizade
Adam Parfrey
Eis aqui, amigos ou nem tanto, conhecidos ou pessoas que nos conhecem, leitores casuais, indivíduos cuja sanidade mental está gravemente comprometida, isto é, leitores assíduos, ou pobres errantes que aqui naufragaram, o segredo, a chave, o elemento que faltava!
Durante muito tempo, muita gente se perguntou o porquê da nossa sobrevivência em ambiente tão hostil, para o qual sempre estivémos biológica e socialmente desadaptadas.
Neste ponto estareis vós a elaborar complexos raciocínios sobre adaptações evolutivas, vantagens competitivas e outros conceitos enfadonhos excisados da patologia cerebral auto-infligida que é a Biologia de 12º ano. Deixem-se disso.
O único motivo pelo qual ainda andamos por aqui a chatear a moina ao povo é porque sabemos escolher as companhias. Não acreditam? Tenho como provar.
Hoje, não sei muito bem que dia de um certo mês, foi postada no blog da Vinicultuna, esse das vagas ideias e algumas lamúrias, a letra de uma música de António Variações, pelo que me constou "uma dedicatória às BioBácas, em tom de surpresa".
Tendo em conta o título, Erva Daninha a Alastrar!, e a parte que, pelo facto se encontar a negrito, deduzo ser la creme de la creme da dita homenagem, e passo a citar "Porque não sei se quero polir / Também não sei se me quero limar / Também não sei se quero fugir deste animal / E eu não vou mudar!", sinto-me na liberdade de afirmar que não poderíamos, ainda que tentássemos, encontrar companheiros mais decentes e honestos que estes.
Posto isto, e adivinhando a vossa aprovação, retiro a proposta de inimizade pública feita a este grande grupos de tunos, já que, como se diz por ai, "com amigos destes, quem precisa de inimigos?".
quinta-feira, março 29, 2007
Sobre o sono
sábado, março 24, 2007
Sobre a Vida
Ora, o que nem toda a gente sabe, é que esta aparente ironia da matemática aplicada ao quotidiano mais corriqueiro, não se trata de um mero acaso estatístico, mas sim do fruto de um longo e aprofundado estudo, levado a cabo ao longo de várias décadas por inúmeras sumidades da arte de Bem-Viver.
Vejamos.
Nos dias correntes, o comum mortal vive, em média, 80 anos. Destes, cerca de 20 são ocupados pela infância, adolescência e parvoeira. Outros 50 englobam a maturidade, mediocridade e velhice. Sobram 10 de vivência pura. Ora, a estes 10 bem fadados anos, corresponde a época universitária e os primeiros anos de emprego. Aulas, exames, médias, estágios... O comum mortal não aproveita muito mais que 15 dias durante este tempo. Pouco mais que um dia por ano. Depois há o Carnaval e a Queima é claro...
O Carnaval, celebração pagã importada pelo cristianismo, é caracterizado por um período de festas populares, em que, por detrás de uma máscara, a bestialidade humana toma forma e sai à rua num tom de euforia desenfreada. O Carnaval é uma vivência pura mas, embora aparentemente indiferente à idade só é vivido verdadeiramente durante os já citados 10 anos, sendo que apenas 2 dos dias são verdadeiramente aproveitados. Aproximadamente 20 dias de festa alucinante.
A Queima, palavras para quê? É a Queima. Tendo em conta os estatisticamente aceitáveis 6 anos de curso, 48 dias de loucura total.
À conclusão, e sem mais demoras, Viva o Carnaval, Viva a Queima, e Vivam as BioBácas que f****** o esquema todo a quem achou que 83 dias de loucura na vida eram suficientes para fazer uma pessoa feliz.
sábado, março 10, 2007
Sobre a Importância
Muito obrigada Caras Colegas
Com os mais respeitosos cumprimentos,
Lila
quinta-feira, março 08, 2007
MU!
Parabéns Ramiazinha =D
Vantagens e desvantages das festas académicas em discotecas - Parte I
- Bebida mais cara
- Necessidade de transporte de deslocação
- Música de pastilhados
- Pitas de 14 anos a entupir as casas de banho com vómito
- Povo da discoteca
Vantagens:
- Às vezes há tendas que só passam música para avacalhar toda a noite
- Encontrar a C.O.N.A.
- Cravar coisas à C.O.N.A.
- Cravar bebida aos amigos dos conhecidos que estão no bar
- Povo que também não gosta de discotecas e só arma a puta
- Grande quantidade de casas de banho
- Um DJ que dá beijinhos
- Serenatas do André Sardet às 6 da manhã
- Convívio gerado por música pimba
- Mosh
- Gado bom
Por isso, embora eu ache que as discotecas são uma criação do demo para corromper as mentes humanas... tenho de me render à evidência das festas académicas nos referidos espaços.
ESTA VIDA DE BIOBAAACAA, TA A DAR CABO DE MIIIIIIIIIIM
RAPARAPARAPARAPARAPARAPARIII
A Grande Gala - Janeiro
Ora, que melhor altura que dias chuvosos, cinzentos e pouco inspiradores para fazer um tributo à inspiração, indignação e falta de ocupação do baquedo?
Declaro oficialmente aberta a maior gala de imbecilidades públicas recentes, desde que a RTP deixou de transmitir progamação em directo actual, brindado-nos com pérolas acinzentadas, de roupa e penteados duvidosos.
Assim, e sem mais demora, entrego para votação as minhas propostas, que requeriram longa e árdua pesquisa pelos inúmeros artigos relevantes a 2007, para a colheita das piores ideias floridas em Janeiro.
Começo, como não podia deixar de ser pela ideia mais idiota. Os candidatos são:
- comentários sempre atenciosos dos membros da, por nós tão estimada, Vinicultuna de Biomédicas Tinto (porque bonito, bonito... são as pirâmides do Egipto)
- os meus posts (porque sim)
- comentário ao post "concorrente à lista de ideias mais estapafúrdias - parte I", by anonymus (dispensa justificação)
Segue-se, inevitavelmente, a ideia mais estapafúrdia. Os candidatos são:
- "concorrente à lista de ideias mais estapafúrdias - parte I", by Sirius (imparcialmente, 3 palavras: ge ni al)
- comentário ao post supracitado, by Power-Baca (continuando na onda da imparcialidade, muito bom)
- qualquer comentário da Lila (é Lila, palavras para quê?...)
At last but not the least, os candidatos à ideia mais infundamentada são:
- qualquer post do blog (pelo simples facto de ainda se escrever por aqui)
- comentário ao post "concorrente à lista de ideias mais estapafúrdias - parte I", by anonymus (continua a dispensar justificação)
Votem conscientemente e que vença o melhor!
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Protesto contra os protestos
É possível que esta minha indignação contra os protestos se prenda com o facto de não compreender a sua utilidade.
Vejamos um exemplo: a STCP, iluminada por inspiração de proveniência duvidosa, resolve alterar os trajectos dos transportes de eleição de reformados e gunas - os autocarros. A onda de incómodo já está gerada, ainda nem se conheciam as mudanças. Manifestações nos Aliados, zumbidos diários nos ouvidos dos motoristas, ataques selváticos aos mal fadados veículos. Resultado: violentas enxaquecas nos traunsentes que circulam/moram/trabalham na zona da Avenida, motoristas afectados pelo stress pós-laboral e integridade dos veículos visivelmente afectada. Como é óbvio, nada foi alterado na nova rede dos transportes.
Isto a propósito das frequentes acusações referentes à nossa utilidade/disponibilidade para fazer alguma coisa útil. Não que isso seja completamente infundamentado. Não. O que me faz confusão é que pessoas tão atarefadas, produtivas e criativas, tenham a disponibilidade para ler o nosso blog e deixar comentários tão sugestivos quanto eloquentes.
Lembra-me quando ando trajada e de manhã me cruzo com respeitáveis senhores laborosamente sentados a ver quem passa, que fazem questão de me cumprimentar com um "Vai trabalhar Vadia!". Horas depois, sigo pelo mesmo caminho, no sentido contrário, e lá estão eles, já um pouco exaustos do seu árduo ofício, mas ainda com folêgo para repetir o cumprimento em forma de despedida.
Se gostam do que aqui lêem, os meus pesâmes. Se não gostam, não leiam. Se gostam de ler para não gostar do que lêem, são parvos.
Tenho dito.
domingo, janeiro 21, 2007
Concorrente à lista de ideias mais espatafúrdias - Parte I
1- Pegue num aspirador (preferencialmente um de mão, ou com um tubo de dimensões razoavelmente elevadas, e peso relativamente baixo). Ligue em modo de sucção máxima. Aponte para as moscas. Aspire. (Dificuldade-5/5 Exequibilidade-2/5 Brutalidade- 2/5 Economia*-1/5)
*Dependendo da potência do aspirador, pode ser mais ou menos económico em termos de energia gasta. Caso não possua um aspirador, tornar-se-à extremamente dispendioso adquirir tal equipamento com o único propósito de exterminar moscas. Alternativa viável- a parte de trás de um secador de cabelo
2- Pegue num saco plástico. Segure por uma aba. Capture as moscas como se se tratasse de uma rede de borboletas. Feche o saco sem as deixar fugir. Esmague. (Dificuldade-2/5 Exequibilidade-4/5 Brutalidade- 5/5 Economia*-5/5)
*Se considerarmos a vertente ecológica do gasto de sacos plásticos, o nível de economia baixa. Alternativa viável- um coador de leite/chá.
3- Pegue em fita cola. Cole atractivos para moscas (açucar, bocados de bosta animal, etc). Espalhe pela casa. Recolha as moscas coladas na fita cola. Tire as asas e observe-as a nadar no lavatório cheio de água. Depois embrulhe-as em papel-prata e queime com um isqueiro. (Dificuldade-4/5 Exequibilidade-1/5 Brutalidade*- 5/5 Economia**-5/5)
*Dependendo da imaginação posterior de cada um.
**A necessidade de limpeza posterior pode reduzir o nível económico.
4- Pegue num desodorizante/outro produto em spray bastante inflamável. Acenda um isqueiro em frente ao orifício que expele o produto. Localize moscas. Dispare. (Dificuldade*-3/5 Exequibilidade-4/5 Brutalidade**- 5/5 Economia***-1-2/5)
*A dificuldade depende da habilidade e pontaria de cada um.
** A brutalidade funciona neste ponto de uma forma bi-lateral, uma vez que a ocorrência de queimaduras corporais, especialmente na região dos dedos se revelou frequente.
***Dependendo da marca e preço do produto e dos danos materiais causados.
Nota: Para efeitos mais brutais, substitua o produto e o isqueiro por um lança-chamas. (Dificuldade*-0/5 Exequibilidade**-0/5 Brutalidade- 5/5 Economia***-0/5)
*Se possuir realmente um lança-chamas, não terá sem dúvida dificuldade em aniquilar moscas por este método.
**A exequibilidade ronda o valor "0" devido à fraca comercialização de lança-chamas no mercado público.
***O cálculo utilizado para obter o valor económico deste método baseou-se na fórmula simples "Preço do lança chamas" + "Danos materiais causados". Se não estiver em sua casa, o índice económico sobe exponencialmente.
5- Pegue num livro bastante pesado. Aleatoriamente, um Atlas de Anatomia. Use a imaginaçao: esmage-as com ele contra as paredes, espalhe "iscos" nas páginas e feche o com elas lá dentro, arranque as páginas e faça aviõezinhos em chamas, e mande-os tentanto acertar-lhes, atire o livro ao ar num plano paralelo ao tecto e tente esmagá-las contra este, apoie o livro num pauzinho e espere que as moscas lhe toquem fazendo com que este lhes caia em cima, leia em voz alta de modo a adormecer as moscas e depois mate-as, vá a uma drogaria e troque o livro por uma embalagem de veneno para moscas e espalhe em casa...
(Dificuldade/Exequibilidade/Brutalidade/Economia- Relativas consoante as opcções de cada um).
Conclusões importantes:
-Eu tenho demasiado tempo livre.
-Quem leu isto tem demasiado tempo livre (possivelmente não tanto como eu, mas para lá caminha).
- A Economia é sempre relativa.
Note-se também a importância excessiva dada a um insecto pequeno, chato e pouco higiénico.
sábado, janeiro 20, 2007
Insignificance
Forget everything that ever matterred
Loneliness is just a trick of mind
Can you fail to remember?
Far away from dreams of youth
But closer to live without them...
Once I traded feelings for thoughts
I'll never find myself again.
For one little moment in time
Drop everyone that always cared
Solitude is satellite of love
Just for once stand alone
Can you try to fail alone?
Far away from tears of childhood
Will the punishment fit the crime?
Trying to switch fears for toughts
When we live somewhere along the line
I always do something else
Light up a cigarette
And smoke...the joy it brings
You can always do something else
Insignificance...it's just one thing
It's everything, it's just one thing
Insignificance
Hands on Approach - Insignificance - Blown
terça-feira, janeiro 16, 2007
Sobre coiso e tal
Não será difícil constatar também que nunca escrevi tão pouco por aqui.
(Ressalvo, no entanto, que qualquer alegada ligação destes dois factos é pura coincidência, tratando-se apenas de dados fictícios, em nada correlaccionados com a realidade.)
Ora, tenciono pôr fim a isto. Não, não me vou suicidar, limito-me a apresentar uma série de medidas totalmente exequíveis de forma a inverter esta tendência de sobriedade e introversão que sobre nós se abateu.
Em primeiro lugar, tenciono criar um fundo para a protecção, desenvolvimento e enquadramento social das ideias idiotas, estapafúrdias e infundamentadas. Periodicamente, atribuirei prémios à ideia mais idiota, à mais estapafúrdia e à mais infundamentada que por estas bandas se revelar. Vá, esforcem-se! Eu sei que são capazes.
Em segundo lugar, e embora ainda não o tenha referido, choca-me o resultado da operação estética a que o nosso blog foi sujeito, por parte de entidades tão obscuras e diletantes cuja identidade me recuso a revelar (não é que faça a miníma ideia de quem são, não é isso, é porque estou mesmo muito chocada). Assim sendo, a par do fundo supracitado, instaurarei também um concurso para a foto mais imbecil de sempre. Não tenciono com isto fazer concorrência ao hi5, apenas dar um ar mais arejado e atraente ao nosso estimado blog.
Posto isto, retiro-me na esperança de ter contribuído para o rejuvenescimento deste espaço cibernético, aguardando por dias mais dourados e pitorescos.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Época de exames - parte I
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Sobre tal e coiso
Pois, sempre ouvi dizer, antes umas férteis alarbices, que um silêncio improdutivo.
Como tal, tenho a dizer que não gosto da passagem de ano: bebe-se para esquecer o ano que acabou, passa-se o 1º dia do ano novo com a real ressaca e já com um rol de coisas a esquecer, isto para não falar das promessas ridículas e dos desejos utópicos, assim como dos espumantes fatelas e das intragáveis passas (e aqui refiro-me ao fruto seco, mesmo) que alguém um dia se lembrou de instituir. Bah, porque fogo e barulho e arraiais e tanto alarido sobre uma coisa que inevitavelmente acontece?
Não há registos de algum paspalho ter deixado de ser paspalho, alguma tia ter ficado mais nova ou o otário incompetente da família ter alacançado sucesso na empresa no sogro, e o ano já mudou 2007 vezes. Deixem-se disso...
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Novo ano.
Um Promíscuo Ano Novo (já que a prosperidade, no fundo, interessa muito pouco).
domingo, dezembro 31, 2006
O pior de nós
Apesar de no artigo o assunto ser abordado de uma maneira mais virada para outros aspectos, a mensagem era bem simples: as pessoas, de quem gostamos ou não, às vezes merecem o pior de nós. Quem nos engana merece o pior de nós, quem brinca connosco merece o pior de nós, quem nos despreza merece o pior de nós. Quem se acha no direito de escarnecer, quem boateia, quem exige de nós aquilo que sabe que não podemos dar, quem controla, quem manipula, quem usa, quem chantageia, merecem o pior, merecem o desprezo, o escárnio, cara feia, uma resposta bem torta, uma boca bem mandada e quiçá um murro nos cornos.
Fica aqui a minha resolução para 2007: não aturar merdas.
Podemos perder muita coisa assim, mas ao menos tudo o que ganharmos vai ser sincero.
Perdoem-me o aparente ressabiamento, mas é bem melhor que uma data de coisas.
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Noite de Vila Real - Conceitos a reter
b) Conhecer pais dos amigos após a ingestão de cerveja é mais fácil do que parece.
c) As músicas da noite vêm naturalmente, e nunca de um cd dos Queen.
d) Tascas transmontanas: comida estranha, bom vinho.
e) A simpatia das pessoas por detrás do balcão faz milagres.
f) As coisas com leite condensado não são necessariamente amarelas.
g) A dicotomia Vítor/Cátia funciona também fora da queima.
h) Karaoke pode levar a figuras menos próprias.
i) Tudo está bem enquanto a polícia não chega.
j) Coisas muito estranhas são passíveis de ocorrer no interior de casas de banho de mulheres.
k) Qual discoteca? É muito melhor conhecer quem tenha a chave de um bar fechado e ir pra lá jogar bilhar e beber carlsberg de graça.
l) Diz que aqui faz frio.
m) Todos os demónios têm um fundo fofo.
n) Os polivans são complexos.
o) Torradas, leitinho e coca-colinha patrocinam o dia seginte.
p) Foi gasto menos dinheiro que o inicialmente esperado.
q) A quantidade de álcool ingerido das mais diversas formas ultrapassou largamente o planeado.
r) Apesar de longas e tortuosas buscas, não foi possível identificar ninguém em Vila Real que não seja atacado regularmente de uma loucura insana e destrutiva.
s) Um "isto vai dar merda" nunca deve ser subestimado.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Das ébrias conversas a desoras - II
"Falas como se tivesses 40 anos."
"Já tive a minha oportunidade, escolhi um caminho, o tempo não volta atrás."
"Sim, mas vais acabá-lo. E seguir outro. E outro. Quantos quiseres até não te restarem forças."
"Não é a mesma coisa."
"Impermanência. Não se fica no mesmo lugar da mesma maneira muito tempo. É a chave para tudo. Aprende a não te prenderes por coisas que são sempre, mas sempre impermanentes."
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Actualidades Parte II
* A poucos dias da ramada do ano, os treinos intensificam-se, e todas se preparam para o estágio final, na cidade que tem o Corgo aos pés, a quem o Cabril canta e o Marão beija... As ausências serão notadas mas não lamentadas. Afinal, "só faz falta quem cá está".
* Depois de José Mourinho, Pedro Santana Lopes e Carolina Salgado, as BioBácas acham-se no direito de escrever um livro. "Ao que parece, basta ter alguma coisa polémica a dizer e saber dactilografar. Não deve ser difícil." - confessam em entrevista.
* Contra todas as espectativas, o presépio do nosso instituto sobreviveu a todos os atentados terroristas que sobre ele se abateram, alcançando um feito inédito em Biomédicas: permanecer ileso e intacto perante uma Flower. No entanto, por motivos ainda não revelados, a Virgem Maria encontra-se a receber acompanhamento psicológico.
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Das ébrias conversas a desoras - I
"A dor..."
"Porquê?"
"A dor passa. Transforma-se noutras coisas. E entretanto evoluiste. Nada vem do nada..."
"E enquanto não passa?"
"O nada às vezes doi bem mais."
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Votos Bovinos de Boas Festas
Aos Amigos.
Aos Amigos que têm sempre um ombro, um sorriso, um copo na mão.
Aos Amigos que estiveram sempre do nosso lado.
A todos os que ajudam a fazer da luta quotidiana pela sobrevivência, uma coisa mais suportável.
A todos os que sempre nos apoiaram.
Aos que ajudam a fazer de tudo isto cada vez mais o nosso Lar.
Aos amigos que afinal são a família que a gente escolhe nos cantos do Mundo para onde vamos.
Aos avós, bisavós, pais, tios, amigos, às BACAS...
Um Bovino Natal e Um Promíscuo Ano Novo
=D
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Actualidades Parte I
* Sem lixo e em silêncio, Albufeira festeja o fim do ENEM. Diz quem foi que os Biomachos têm demasiados pêlos no cu e que a Vaca Verde esteve na discoteca a dançar em cima de uma coluna.
* Consequência ou não da sua passagem pelo ENEM, a Vaca Verde engravidou. A família procura agora o Pato Vinho a fim de o obrigar a casar.
* Novas versões sobre a origem da Vaca Verde continuam a surgir. Segundo a AEICBAS, "no MEDSCOOP, a Margarida pôs um poio, e assim nasceu a Vaca Verde".
* Com a aproximação da data do Sarau de Ciências, as BioBácas "prometem surpreender" quando confrontadas ácerca da sua participação no evento.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Clarificando a burocracia
1- Olhares de desprezo aquando da passagem de um membro da Vinicultuna de Biomédicas - Tinto por parte de qualquer elemento das Biobácas de Biomédicas - Malte pelos corredores do ICBAS e/ou qualquer tasca/restaurante/snack/antro.
2- Insultos e difamação (tais como "A Vinicultuna cheira mal da boca"; "A Vinicultuna bebe como uma menina de 5 anos").
3- Rapto e assassínio brutal da Vaca Verde com posterior transmissão no TV ICBAS.
4- Profanação de objectos pertencentes à Vinicultuna de Biomédicas - Tinto, de formas brutalmente obscenas.






